terça-feira, 18 de outubro de 2016

Magda Soares

   Magda Soares, professora emérita da Faculdade de Educação (FAE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale), é um dos maiores nomes na área de alfabetização e letramento, com ênfase em ensino-aprendizagem. Além de sua inquestionável importância no cenário acadêmico, há 7 anos a especialista atua como consultora da rede municipal de educação da cidade mineira de Lagoa Santa, onde desenvolve um intenso trabalho ligado à formação de professores da rede pública.
   Entre seus livros, destacam-se os teóricos Alfabetização e letramento (São Paulo: Contexto, 2004), Português: uma proposta para o letramento (São Paulo: Moderna, 2002),  Letramento: um tema em três gêneros (Belo Horizonte: Autêntica, 1998) e o autobiográfico Metamemória, memórias: travessia de uma educadora (São Paulo: Cortez, 1991). 








Dicas de leitura por idade


   Presentear uma criança com um livro é algo maravilhoso mas muitas vezes não sabemos qual é indicado para determinada idade. Aqui estão alguns títulos selecionados por especialistas e indicados pela Revista Crescer.

A partir de 1 ano

Cocô no Trono, de Benoit Charlat (Ed. Cia. das Letrinhas)
  Ótimo para crianças que estão prestes a tirar as fraldas, este livro animado tem engraçados comentários sobre as fezes de alguns animais, mostrando em desenhos grandes e de traços simples. No final, mostra um pintinho 'que faz cocô na privada, sozinho, como gente grande' e todos os animais citados aplaudem o feito do pintinho (com efeitos de sons e pop-ups). Tem até som de descarga!



A partir de 2 anos

Oh!, de Josse Goffin (Editora Martins Fontes)
   À primeira vista, um peixe. Mas a página abre e oh! - ele vira um pato. O inusitado das metamorfoses é a graça do livro, feito só com ilustrações que surpreende e faz com que o leitor solte um Oh! depois do outro.



A partir dos 3 anos

Como começa?, de Silvana Tavano e ilustração de Elma (Ed. Callis)
   Cada coisa tem um jeito de começar: as
cócegas e as piadas provocam a risada; o bocejo avisa que o sono está chegando; a árvore começa embaixo da terra e o pintinho começa sendo ovo. Reflexões e observações singelas como estas acompanhadas de ilustrações do mesmo estilo feitas por Elma, dão origem a um livro tão simples, quanto encantador. Vai provocar na criança questionamentos que já estão em sua cabeça, mas ela não sabe como perguntar. O
livro ganhos o Prêmio de Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil.


domingo, 16 de outubro de 2016

HQs na educação

   Por muito tempo, as histórias em quadrinhos foram objeto de fortes críticas e rejeição, tanto por parte de professores, quanto dos pais dos alunos, por acreditarem que a brevidade doa textos promovesse o afastamento das crianças da leitura e dos livros de literatura infantil. Aos poucos, entretanto, foram sando incluídas nos livros didáticos, chegando a ser utilizadas em diferentes áreas para o ensino dos diversos conteúdos.
   Vergueiro (2007) lista alguns aspectos que fortalecem o uso deste material em ambiente escolar. Segundo o autor,
  • Os estudantes querem ler os quadrinhos;
  • palavras e imagens, juntos, ensinam de forma mais eficiente;
  • Existe um alto nível de informação nos quadrinhos;
  • As possibilidades de comunicação são enriquecidas devido aos vários recursos de linguagem quadrinhística;
  • Os quadrinhos auxiliam no desenvolvimento do gosto pela leitura;
  • Os quadrinhos enriquecem o vocabulário dos estudantes;
  • o caráter elíptico da linguagem quadrinhística obriga o leitor a pensar e imaginar;
  • Os quadrinhos têm um caráter globalizado;
  • Os quadrinhos podem ser utilizados em qualquer nível escolar e com qualquer tema.
 

Coleção Aprender e ensinar com textos


   Trilogia que apresenta e analisa os resultados da pesquisa intitulada "A circulação dos textos na escola". O trabalho, coordenado por professores da USP e UNICAMP, foi financiado pelo CNPq e FAPESP, tendo envolvido 15 escolas de ensino fundamental localizadas nas quatro regiões da cidade de São Paulo. Seu principal objetivo foi o de estudar as práticas referentes à leitura e produção de textos verbais, assim como indagar sobre o tipo de relação que as escolas mantêm com as linguagens dos veículos de comunicação.

  • Aprender e ensinar com textos de alunos
  • Aprender e ensinar com textos didáticos e paradidáticos
  • Aprender e ensinar com textos não escolares





Sociedade dos poetas mortos


Data de lançamento: 28 de fevereiro de 1990 (2h 08min)
Direção: Peter Weir
Elenco: Robin Williams, Ethan Hawke, Robert Sean Leonard
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: Eua

Sinopse

   Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".
  No ambiente soturno da respeitada escola, Keating torna-se uma figura polêmica e mal vista, pois acende nos alunos a paixão pela poesia e pela arte e  a rebeldia contra as convenções sociais. Os estudante, empolgados, ressuscitam a "Sociedade dos Poetas Mortos", fundada por Keating em seu tempo de colegial e dedica ao culto da poesia, do mistério e da amizade.
   A tensão entre disciplina e liberdade vai aumentando, os pais dos alunos são contra os novos ideais que seus filhos descobriram, e o conflito leva à tragédia.



Letramento um tema em três gêneros

   Os três gêneros são os três diferentes textos que, sob diferentes condições de produção, analisam, exploram, dão visibilidade a esse único tema. 
   O primeiro deles é um verbete do "Dicionário crítico da Educação" que a revista Presença Pedagógica vem publicando desde seu primeiro número, em 1994. 
   O segundo é um hipertexto, esse novo gênero de texto mais comumente associado aos suportes eletrônicos, que enseja modos de leitura não lineares em função de sua estrutura em forma de mosaico, apoiado nos eixos tanto da sucessividade quanto da simultaneidade. Foi redigido para circular entre professores e especialistas que atuam na área da alfabetização e do ensino da leitura e da escrita. 
   O terceiro texto, por fim, é um artigo de natureza acadêmica, mais especificamente uma revisão da produção científica e acadêmica sobre o conceito de letramento e suas implicações para a apreensão e a mensuração de indicadores de alfabetização.
Antônio Augusto G. Batista

Além da sala de aula

   
Data de lançamento: 24 de abril de 2011 (1h 35min)
Direção: Jeff BlecknerElenco: Emily VanCamp, Steve Talley, Timothy Busfield...
Gêneros: Drama, Família
Nacionalidade: Eua

Sinopse


   Stacey Bess (Emily VanCamp) é um professora de primeira viagem, recém-saída da faculdade, que não poupa esforços em nome dos seus estudantes. Lecionando em um abrigo para meninos de rua, em Salt Lake City, ela enfrentará seu primeiro desafio.
   As condições precárias do local - um prédio vizinho ao barulho dos trilhos de uma ferrovia, sem sequer mesas ou livros nas salas de aula - não são nada convidativas. O diretor Timothy Busfield, que a contratou, é uma figura inacessível, que não pretende assumir nenhum tipo de responsabilidade. Há ainda os pais céticos dos meninos do abrigo e as próprias crianças, que resistem às investidas de carinho da esforçada Stacey.
   Ainda assim, a jovem se compromete a fazer a diferença e lutar pelo valor da educação.Em casa, o marido Greg (Steve Talley) é quem a encoraja a seguir, apesar das constantes frustrações.  Ao poucos, os alunos começam a progredir e a demonstrar sede de aprender, enquanto os pais também reagem com orgulho ao ver o avanço dos filhos.
   Baseado em uma história real de 1987, Stacey Bess chegou a ser reconhecida com diversos prêmios por seus serviços como educadora, entre eles o National Jefferson Award.



Alfabetização a questão dos métodos

   Muita tinta já se gastou para discutir a alfabetização. Não resolver questões como quando e de que forma alfabetizar implica abrir mão de um ensino de qualidade, condição fundamental para uma sociedade verdadeiramente democrática. A persistência do problema e as controvérsias em torno dos métodos de alfabetização demandam uma reflexão profunda sobre o tema. E é isso que realiza Magda Soares nesta obra imperdível.
   Além de décadas de pesquisa, Magda faz questão de se manter próxima à realidade das salas de aula - discute o histórico do problema e apresenta os princípios métodos utilizados. Mais do que isso, mostra que o método é caminhar em direção à criança alfabetizada. Nesse sentido, alfabetizadores precisam conhecer os caminhos da criança para orientar seus próprios passos da criança. Só assim é possível alfabetizar com método.

Escritores da Liberdade



Data de lançamento: 27 de agosto de 2007 (2h 04min)
Direção: Richard LaGravenese
Elenco: Hilary Swank, Patrick Dempsey, Ricardo Molina
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: Eua
Sinopse
     Uma jovem e idealista professora chega à uma escola de um bairro pobre, que está corrompida pela agressividade e violência. Os alunos se mostram rebeldes e sem vontade de aprender, e há entre eles uma constante tensão racial. Assim, para fazer com que os alunos aprendam e também falem mais de suas complicadas vidas, a professora Gruwell (Hilary Swank) lança mão de métodos diferentes de ensino. Aos poucos, os alunos vão retomando a confiança em si mesmos, aceitando mais o conhecimento, e reconhecendo valores como a tolerância e o respeito ao próximo.



Você conhece o ISSUU?

  Para quem não conhece, o issuu é um site de compartilhamento de publicações digitais. Nele, as pessoas e editoras podem compartilhar vários tipos de conteúdo digital, permitindo aos usuários terem acesso gratuito a este conteúdo.
   Além da leitura em si, o aplicativo também permite baixar edições para leitura offline, o que o torna muito mais prático para os usuários de dispositivos móveis.

Conheça o issuu...

   Ele é um site para compartilhamento de publicações digitais, como revistas, jornais, livros, artigos.
   Estes conteúdos não são tão sofisticados como as publicações nativamente digitais, normalmente eles são arquivos PDF compartilhados por usuários comuns. Mas há bastante conteúdo oficial de editoras, o que torna o serviço bastante interessante.
   Para se ter uma ideia, segundo informações no site, eles atualmente possuem cerca de 19,5 milhões de publicações disponíveis. Embora a grande maioria seja em inglês, há também conteúdo em espanhol e português, dentre inúmeros outros idiomas.
   Você pode ler estes conteúdos na web e/ou utilizar o aplicativo Issuu em dispositivos Android ou iOS.

domingo, 15 de junho de 2014

Entrevista professora maluquinha - 2º parte


     Algumas obras do escritor Ziraldo você encontra aqui na nossa Biblioteca Virtual.

Entrevista professora maluquinha - 1º parte

Christiane Oliveira é formada em estudos sociais, exerce a profissão de professora há 22 anos, trabalha com séries iniciais, alfabetização, tendo como enfoque especial à literatura infantil, é assessora pedagógica do EJA (Educação de Jovens e Adultos) de Canoas, além de escrever artigos sobre educação e dar dicas de leitura para o jornal O Pequeno Aprendiz.

A “professora maluquinha”, como é conhecida em Canoas, por seu trabalho realizado com as obras do escritor Ziraldo, concedeu uma entrevista para o nosso blog, sendo esta a primeira parte dela. Confira abaixo!


Como usar o livro em sala de aula?
     “O livro é uma ferramenta pedagógica que apóia o professor, serve muitas vezes como base na introdução de um tema a ser trabalhado.”


Qual o papel da literatura na formação da criança?
     “A literatura serve como autoconhecimento, reforça valores sociais, apresenta modelos a serem seguidos. A criança torna-se apta a participar, inferir e transformar realidades existentes exercendo a sua cidadania por meio da leitura.”


vídeo de divulgação do blog


quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Literatura Infantil na "Era Tecnológica"


Discutir a questão do "fazer literatura infantil" na contemporaneidade, assim como a utilização desse tipo de literatura como aporte importante no aprendizado da criança, implica considerar o contexto pos-industrial em que vivemos, levar em conta sobretudo o seu modelo de desenvolvimento, calcado no avanço das novas tecnologias de informação e de comunicação e no seu alastramento a quase todos os domínios da vida social.
Alguns pensadores já encontraram algumas metáforas para definir a contemporaneidade; muitos categorizam a época atual como "era tecnológica", ou "sociedade informacional"; Esse processo de desenvolvimento que ganhou maior impulso com a revolução industrial (século XVIII), se em princípio organizou nos grandes sistemas industriais, a produção, circulação e distribuição de bens materiais (automóveis, vestimentas, cosméticos, alimentação, etc, etc), aos poucos alcançou o domínio da produção cultural, organizando do mesmo modo, em escala comercial, a produção, circulação e distribuição dos chamados bens culturais na área da música, cinema, a arte de um modo geral, aí incluída a literatura, em suas diversas modalidades.
O século XX deu um particular e grandioso impulso a essa trajetória desenvolvimentista. A tal ponto que estamos vivenciando hoje, a supremacia da televisão como meio produtor e distribuidor de bens culturais, ao lado da informática e de suas múltiplas possibilidades.
Temos então, por um lado, uma supervalorização do mercado e do consumo; por outro lado, as novas tecnologias influenciando tanto na criatividade, no "fazer" artístico, como na fruição dessas produções. A criança, sobretudo, absorve com muita facilidade esse cenário das novas tecnologias e as suas produções, visto que, como alguns de nós, elas já nasceram com esses novos meios incorporados à sua vida cotidiana; elas não têm um quadro anterior de referências que se confronte com essa nova realidade tecnológica; é gozado pensar por exemplo, que alguns de nós, nascemos em uma época em que em muitas cidades do mundo, não se cogitava ainda a implantação de redes de televisão.

Leitura e literatura na era da internet


Os dispositivos digitais nutrem, enriquecem e complementam a leitura em papel e livro que tivemos até agora. A internet oferece mais estímulos para ler e para desfrutar da literatura.

É comum observarmos rostos angustiados em nossas plateias de professores, bibliotecários, docentes e pedagogos quando surge o tema dos suportes digitais (celulares, tablets, e-books, iPads, smartphones, etc.). Os olhos expressam preocupação e tristeza, dando a entender algo como: “Que azar eu tive! Gosto tanto dos livros… e agora me privam deles. O que vai acontecer com a literatura?”.


Na verdade, não vai acontecer nada… Ou vai acontecer muito menos do que imaginamos. Continuaremos lendo literatura como antes, inclusive de modo mais divertido, diferente, criativo e variado. Neste artigo, apresentamos algumas ideias a esse respeito, destacando as novidades trazidas pelo meio digital e sugerindo o que permanecerá igual, o que mudará e as possibilidades que se abrem à nossa volta.

O vinho e as garrafas
Vamos continuar lendo todo tipo de literatura, de elite ou de massa, importante e reconhecida ou mais popular e de consumo, para crianças e jovens ou para adultos. Isso não vai mudar com a substituição dos livros de papel pelos dispositivos digitais.

As crianças continuarão lendo os títulos de suas coleções preferidas de literatura infanto-juvenil, como A ilha do tesouro ou A fábrica de chocolate, a série Harry Potter ou Crepúsculo, O senhor dos anéis, textos de Poe ou Lovecraft, Memórias de Idhún, de Laura Gallego, Frankenstein e Drácula, assim como qualquer outra obra ou série fantástica, de aventuras e outros gêneros que as mídias ou as redes sociais elevem à fama.

Nada indica que essa prática leitora mudará muito com o advento dos dispositivos digitais. Continuaremos lendo o mesmo Lazarillo de Tormes, Celestina ou O livro de bom amor, A Ilíada, A Odisseia, As mil e uma noites e Dom Quixote em nossa tela multicolorida conectada à rede ou em nosso iBook com tinta eletrônica. Poderemos ler inclusive em nosso telefone — se tivermos visão suficiente e paciência para mover os olhos e os dedos em uma superfície tão reduzida. Poderemos comprar esses textos de nossa casa apenas com alguns cliques e em poucos minutos, pagando com cartão de crédito e importando o texto para nossa nuvem ou biblioteca digital.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Leitura Digital

Este vídeo propõe uma breve reflexão acerca da leitura digital, expondo seus pontos positivos e mudanças no quotidiano das pessoas.

A Leitura digital num contexto diferente requer uma postura diferente.

Vale a pena conferir...

segunda-feira, 9 de junho de 2014

O Papel das tecnologias digitais na formação de novos leitores



     Segundo a entrevista feita com os estudiosos na área da Educação dentro das tecnologias José Morais e Roger Chartier afirmam com veemência que os nativos digitais buscam cultivar a leitura pelos meios mais funcionais e práticos que estão ao seu alcance.
    Chartier - trás presente que a internet pode ser uma poderosa aliada para manter a cultura escrita. "Além de auxiliar no aprendizado, a tecnologia faz circular os textos de forma intensa, aberta e universal e, acredito, vai criar um novo tipo de obra literária ou histórica. Dispomos hoje de três formas de produção, transcrição e transmissão de texto: a mão, impressa e eletrônica - e elas coexistem."
    No fim de junho, Chartier - esteve no Brasil para lançar seu livro Inscrever & Apagar, em que discute a preservação da memória e a efemeridade dos textos escritos. Nesta entrevista, ele conta como a leitura se popularizou no século 19, mas destaca que bem antes disso já existiam textos circulando pelos lugares mais remotos da Europa na forma de literatura de cordel e de bibliotecas ambulantes. Confira os principais trechos da conversa.
Segue a entrevista do professor José Morais:
  • Qual o papel das tecnologias digitais na formação de novos leitores?
   Está em produção uma meta análise, 1 de 84 estudos qualificados sobre mais de 60 mil alunos da pré-escola ao 12° ano (sobretudo nos Estados Unidos). Ela mostra que os efeitos das aplicações tecnológicas (computadores, internet, quadros interativos, multimídia), comparados aos do ensino tradicional, são estatisticamente significativos, embora sejam pequenos. Os maiores efeitos foram obtidos em escolas onde as aplicações tecnológicas são integradas na atividade de ensino do professor e apoiadas por uma experiência profissional considerável.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O hábito da leitura




       É de suma importância o incentivo à leitura para que o hábito de leitura seja adquirido pela criança. Ninguém nasce sabendo ler: aprende-se a ler, à medida que se vive. Se ler livros geralmente se aprende na escola, outras leituras se aprendem por aí, na chamada escola da vida. Ler é aproximar-se do imaginário, é ter a curiosidade saciada, é descortinar um mundo repleto de conflitos e vitórias. Como entre tais coisas e tais outros incluem-se também livros e leitores, fecha-se o círculo: lê-se para entender o mundo, para viver melhor.

    A leitura não esgota seu poder de sedução nos estreitos círculos da escola. O contato com leituras traz o necessário e saudável hábito de gostar dos livros. Não adianta “ler por ler” sem compreender ou sem interesse. Interpretar é um processo contínuo de exercício mental. É um processo que se aperfeiçoa e se constrói ao longo dos anos.

     A leitura de todos os tipos de textos deve ser aperfeiçoada todos os dias. Leitura não é apenas a dos textos escritos: músicas, cartazes, propagandas, avisos, manchetes, pessoas, sons, cores, entre outros, é preciso que se leia de tudo, que se leia muito, inclusive, expressões, gestos, sensações e sinais.

   

A importância da leitura infantil

               Na sociedade atual onde estamos inseridos é possível perceber que a leitura infantil é sim valorizada e que as maiorias dos pais sabem que seus filhos devem ler para se tornarem cidadãos críticos e reflexivos. Entretanto também é possível notar que estes  não sabem como despertar o prazer pela leitura nas crianças, bem como a real importância e benefícios que a mesma traz. Pretendemos neste post de forma breve esclarecer alguns tabus impostos pela sociedade.



O que é literatura infantil? 
            Segundo Carlos Drumond de Andrade: “O gênero Literatura infantil tem a meu ver existência duvidosa. Haverá música infantil? Pintura infantil? A partir de que ponta uma obra literária deixa de constituir alimento de espírito do adulto?” (GOES, 1984, p. 2). Portanto partindo deste pressuposto é possível dizer que a “literatura infantil” é nada mais nada menos que literatura.

Qual a importância do hábito de leitura?
            A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras. 


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Iniciando o blog...

Bem-vindos!
      Somos alunas do curso de pedagogia do Centro Universitário La Salle, Canoas, estamos cursando a disciplina de Informática e Multimeios da Educação, ministrado pela professora Ana Margo Mantovani. A proposta da utilização dos blogs na educação visa uma melhor e maior interação e compartilhamento do conhecimento.

Para conhecer nosso Projeto de aprendizagem clique aqui.